Aluga-se

Passei por onde você não trabalha mais
E na fachada havia
Uma faixa que dizia
“Aluga-se para fins comerciais”

Passei por onde nos beijávamos a sós
No delírio de uma noite fugaz
Mas lá estavam outros casais
E nenhum deles era nós

Passei por onde você desfila contumaz
E recebe sua dose de apreço
Vi então que não te reconheço
Destes seus carnavais

Passei pelo seu caminho, mas foi em vão
Ainda assisti pelo retrovisor
À distância você perder a cor
E, então, sumir na contramão

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Esta entrada foi postada em poemas.

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