Fim

o calorão não cessa
o despertador não perdoa
carros seguem com pressa
não sou liberado pela patroa

a fatura não atrasa
o concurso não se adia
o relógio não dá uma pausa
e o calendário impõe sempre outro dia

a rotina atropela
os compromissos empurram
o dia-a-dia acotovela
depois todos se juntam
(pra me dar uma surra)

já não sei se é crueldade
ou se é uma forma de cuidarem de mim
mas na indiferença daquilo que não para
mal dá pra lembrar que chegamos ao fim

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Esta entrada foi postada em poemas.

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